Jornais e jornalistas alienados

O jornal francês Le Monde realizou, na edição de 26 de março de 2010, uma reveladora comparação entre dois levantamentos realizados nos Estados Unidos sobre artigos publicados em revistas científicas e jornais sobre o tema Mudança Climática Global. Olha só.


Nas revistas científicas – onde o critério para a publicação de um artigo é que ele seja aprovado por um comitê de cientistas que pesquisam o tema proposto (a chamada “revisão pelos pares”) – todos os artigos publicados, sem exceção, concordavam com a tese do aquecimento global.


Já no grupo de jornais norteamericanos de referência, 53% dos casos “equilibraram” os alertas sobre o aquecimento global com outras opiniões, negando ou relativizando essa informação. Isto é, os jornalistas dos veículos pesquisados diminuíram perante os leitores a importância de informações que são praticamente unanimidade na comunidade científica.


Desta forma, a mídia norteamericana retardou o surgimento da consciência da gravidade da situação ambiental do planeta. O motivo pode estar na orientação editorial ou na própria “cartilha” ensinada nas universidades, que orientam os jornalistas a sempre apresentar “outros pontos de vista” – mesmo que, como neste caso, não sejam significativos nem verdadeiros. Então, é preciso que os produtores de conteúdo e informação se informem melhor antes de informar o público…



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